A venda de bebidas alcoólicas a menores é proibida em Portugal (Lei n.º 30/2019).
Desde 2003 a curar uma garrafeira de bairro, com a alma de uma adega de família e a curiosidade de um clube de provadores.
Tudo começou em 2003 numa pequena loja na Rua Doutor Manuel Rodrigues, em Celas. O senhor Joaquim — pai do actual proprietário — abriu portas com cinquenta referências de vinho, três presuntos pendurados e uma régua manuscrita com os preços.
Duas décadas e três gerações depois, a Garrafeira de Celas mantém o mesmo balcão de madeira, agora cercado por mais de mil e trezentas referências, uma adega climatizada de 240 m² e um espaço dedicado a provas que recebe enólogos vindos de todo o país.
O que não mudou foi a forma como recebemos quem nos visita: com tempo, com história, e com aquela garrafa que o cliente nunca pediu mas que faz brilhar os olhos quando a abre em casa.
Vinte e dois anos resumidos em seis momentos. Os que faltam estão guardados nas garrafas.
Joaquim Marques inaugura a primeira Garrafeira de Celas com 56 m² e cinquenta referências, na Rua Doutor Manuel Rodrigues. O lema escrito à mão na parede: "Não vendemos vinho, recomendamos."
Realizamos a primeira prova vertical do Douro com o enólogo Dirk Niepoort. As doze cadeiras esgotam em duas horas — nasce o que viria a ser o nosso calendário regular de provas.
Compramos o armazém adjacente e construímos uma adega climatizada de 240 m² para guardar vinhos de colheita e edições raras a 14 °C constantes.
Lançamos o e-commerce e o Clube Garrafeira — três caixas de vinho por ano, sempre com surpresa, sempre com história contada do produtor.
Inauguramos a secção dedicada a destilados raros, com mais de 180 whiskeys, aguardentes velhas e gins artesanais portugueses.
Pedro Marques assume o comando da casa e dá início à modernização sem perder a alma de bairro que sempre nos definiu.
Não é um manifesto. É a forma como escolhemos cada garrafa que aqui entra.
Privilegiamos quintas familiares e produções limitadas onde se conhece a vinha, a colheita e quem a engarrafou. Setenta por cento da nossa selecção vem de produtores com menos de 50 hectares.
Recomendamos a garrafa certa para o momento — não a mais cara. Se for um Tinto da Casa às quartas, é com igual cuidado que aconselhamos.
Provas, masterclasses, jantares vínicos e visitas a quintas. O vinho não se vende — partilha-se em volta de uma mesa.
Quatro pessoas, dois sommeliers certificados, e um cão chamado Vintage que toma conta da loja às sextas.