A sub-região de Monção e Melgaço, casa do Alvarinho, vive uma transformação silenciosa. Cada vez mais produtores convertem as suas vinhas para modo de produção biológica ou em conversão, motivados pela procura crescente de vinhos com menos intervenção e por uma nova geração de enólogos preocupados com a sustentabilidade.
O exemplo Soalheiro
A Quinta de Soalheiro, em Melgaço, foi pioneira em Portugal — produz Alvarinho biológico certificado desde 2010. António Luís Cerdeira, à frente da casa, defende que a viticultura biológica neste terroir granítico e chuvoso traz desafios reais, mas resulta em vinhos com mais expressão.
Outros nomes como Anselmo Mendes, Quinta de Santiago, Sá Sucessores e Vasco Croft (com o Aphros) seguem caminhos semelhantes. Em conjunto, representam mais de 20% da área de vinha biológica certificada na região, segundo dados da CVRVV de 2024.
O mercado responde: as exportações de Alvarinho biológico para Alemanha, Países Baixos e Estados Unidos cresceram acima de 15% ano após ano, ao longo dos últimos cinco anos.