R. Bernardo de Albuquerque 64, Celas, 3000-070 Coimbra Seg–Sáb · 08h00 — 20h00
Garrafeira de Celas
Início  /  Notícias  /  Tradição

A vindima manual no Douro: a tradição que sobrevive

Setembro chega ao Douro com a vindima. Em quintas com vinhas plantadas em socalcos de inclinação superior a 30%, a colheita mecanizada é simplesmente impossível. As uvas são cortadas à mão, transportadas em pequenos cestos e levadas em pequenas pilhas até ao lagar.

Uma economia regional inteira

Estima-se que entre 25 e 35 mil pessoas se desloquem todos os anos ao Douro para participar na vindima, muitas vindas de Trás-os-Montes, Espanha e mais recentemente do Leste europeu. Trabalham em jornadas longas — frequentemente das 7 da manhã às 5 da tarde — e dormem em alojamentos colectivos nas próprias quintas.

À noite, a festa: arraial, comida farta, cantigas e bailes que se prolongam pela madrugada. É uma tradição cultural que merecia reconhecimento patrimonial.

A pisa a pé

Em algumas quintas — Quinta do Noval, Quinta do Vesúvio, Quinta do Vale Meão — mantém-se a pisa tradicional em lagares de granito. Os pisadores entram descalços e formam um corte (linha) que avança ritmadamente ao som de cantigas. Os enólogos defendem que este método extrai cor e taninos de forma mais delicada do que qualquer máquina moderna.

← Voltar a todas as notícias
Continuar a ler

Outras histórias

Tradição

Vinho de talha alentejano: a fermentação em ânforas de barro

Recipientes de barro com mais de 2000 anos de história. O vinho de talha alentejano é uma das…

7 de Maio de 2026
Adicionado ao carrinho