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Vinhas velhas: porque é que as cepas antigas dão melhor vinho?

Portugal tem das maiores concentrações de vinhas velhas do mundo. No Douro, sub-regiões como o Cima Corgo e o Douro Superior preservam parcelas com 80 a 150 anos, muitas delas ainda no sistema tradicional de patamares de socalcos. Estas vinhas — chamadas vinhas pré-filoxéricas ou vinhas velhas — produzem alguns dos vinhos mais cobiçados do país.

Menos uvas, mais concentração

Uma vinha velha produz tipicamente metade ou um terço da quantidade de uvas de uma vinha jovem. Os cachos são menores, as bagas mais pequenas, e a relação película/polpa aumenta — concentrando aromas, taninos e cor.

As raízes profundas (frequentemente 10 ou 15 metros) permitem à planta resistir a stress hídrico e captar minerais de camadas profundas do solo, fenómeno que muitos enólogos associam à mineralidade dos grandes vinhos.

O caso do Douro

Vinhos como o Barca Velha (Casa Ferreirinha), Vinha Maria Teresa (Quinta do Vale Meão), Vinha do Rio (Quinta do Vale Dona Maria) ou Pintas (Wine & Soul) são todos provenientes de vinhas velhas, frequentemente plantadas com 30 ou 40 castas misturadas — o chamado field blend.

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