O Pera-Manca tinto é produzido pela Fundação Eugénio de Almeida, em Évora. A marca remonta ao século XV — diz a tradição que foi um vinho Pera-Manca que acompanhou Pedro Álvares Cabral na descoberta do Brasil em 1500. A produção moderna começou em 1990, sob a direcção do enólogo José Manuel Soares.
Só em anos excepcionais
A regra é simples: só há Pera-Manca tinto em anos em que a colheita é considerada excepcional. Caso contrário, as uvas são vinificadas noutros rótulos da fundação. Esta política — partilhada com nomes como Barca Velha do Douro — concentra a procura e alimenta o estatuto cultuado.
O Pera-Manca branco, baseado em Antão Vaz e Arinto, é produzido com mais regularidade. O tinto, dominado por Trincadeira e Aragonez, tem capacidade de guarda de 20 a 30 anos.
Nos leilões e mercado secundário, garrafas das colheitas históricas (1990, 1994, 2005, 2011) atingem valores entre 500 e 2000 euros. A colheita de 2017 esgotou em poucos meses, apesar de só ter chegado ao mercado em 2024.