O Vinho Verde é a maior denominação de origem de Portugal em área plantada, com cerca de 21 mil hectares espalhados por nove sub-regiões no Minho, do Atlântico à fronteira espanhola. O nome nada tem a ver com a cor — refere-se à juventude da vinha e do vinho, em contraste com os vinhos «maduros» de outras regiões.
Durante décadas, o Vinho Verde foi associado a vinhos brancos ligeiros, com baixa graduação alcoólica e ligeira gaseificação. A partir dos anos 2000, produtores como Anselmo Mendes, Soalheiro e a Quinta de Santiago lideraram uma revolução qualitativa, apostando em monocastas — sobretudo Alvarinho e Loureiro — e em métodos de vinificação mais ambiciosos, incluindo estágio em madeira.
As nove sub-regiões
A região divide-se em sub-regiões que reflectem a influência atlântica, a altitude e os solos graníticos: Monção e Melgaço (a casa do Alvarinho), Lima, Cávado, Ave, Basto, Amarante, Baião, Sousa e Paiva. Cada uma imprime um carácter próprio aos vinhos.
Hoje, o Vinho Verde exporta para mais de 100 países e os Alvarinhos da sub-região de Monção e Melgaço atingem preços e reconhecimento ao nível de grandes brancos europeus.