A ilha do Pico, nos Açores, tem uma das paisagens vitícolas mais impressionantes do mundo. Os currais — pequenas parcelas de vinha delimitadas por muros baixos de pedra basáltica — protegem as cepas dos ventos atlânticos e armazenam o calor solar durante a noite. A paisagem é Património Mundial da UNESCO desde 2004.
Castas exclusivas
As principais castas brancas — Verdelho, Arinto dos Açores e Terrantez do Pico — produzem vinhos secos com mineralidade extraordinária e notas salinas que reflectem a proximidade do oceano. Os solos são rocha vulcânica pura, frequentemente sem qualquer camada de terra.
Produtores como Czar (com o icónico Tinto), Azores Wine Company (António Maçanita), Insula Vinhos e Curral Atlantis lideraram a renovação qualitativa dos últimos 15 anos. Os preços de algumas garrafas chegam a ultrapassar os 100 euros, e os melhores são procurados por sommeliers de Lisboa, Paris, Nova Iorque ou Tóquio.
Para além do Pico, também os Biscoitos (Terceira) e Graciosa têm tradição vitícola, embora a uma escala mais reduzida.